sábado, 28 de novembro de 2009

Mulher moderna

Quem não dá assistência, abre concorrência
Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o "nível" intelectual, cultural e, principalmente, "liberal" de sua mulher, namorada e etc. Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais: "corneado". Saiba de uma coisa... esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça ou, então, assumir seu "chifre" em alto e bom som. Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos. Mas o que seria uma "mulher moderna"? A princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante... É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços... É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda... Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer... Assim, após um processo "investigatório" junto a essas "mulheres modernas" pude constatar o pior: VOCÊ SERÁ (OU É???) "corno", a menos que: - Nunca deixe uma "mulher moderna" insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade. - Não ache que ela tem poderes "adivinhatórios". Ela tem de saber - da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima. - Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de "chifrudo". As "mulheres modernas" dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor pra dar" e precisam da "presença masculina". Se não for a sua meu amigo... bem... - Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo. - Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As "mulheres modernas" têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam em - e querem - fazer sexo todos os dias (pasmem, mas é a pura verdade)...bom, nem precisa dizer que se não for com você... - Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é???? Nem pense em provocar "ciuminhos" vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres. - Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um "chifre" tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS "comedor" do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher. Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Quando você reparar... já foi. - Tente estar menos "cansado". A "mulher moderna" também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - "dar uma", para depois, virar pro lado e simplesmente dormir. - Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em "baladas", "se pegando" em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A "mulher moderna" não pode sentir falta dessas coisas...senão... Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão "quem não dá assistência, abre concorrência". Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas "mancadas"... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso. Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele "bonitão" que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!
Arnaldo Jabor

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Reflexões e flexões

Cansaço e determinação, olhos focados em letras e números de folhas e livros paginados. Direção e sentido, às vezes provocam a falta dos sentidos, o tato, o olfato e, principalmente o paladar, tão anulados nessa fase da vida. Persistência, palavra chave para a menina que carrega sua casa de livros nas costa. E como pesa. Correndo atrás de vitórias, e até mesmo se satisfazendo em chegar perto da vitória, embora não com o mesmo gosto, e com a certeza da repetição, mas sem o tom do insucesso. Letras, números, palavras, frases gravadas na mente, e que ironicamente faz esquecer palavras e frases que deveriam ser ditas (e não foram) nos poucos momentos sem livros. Certeza da perda. Perda e ganho. Ganho e perda. Contradições. Insatisfações, buscas, reflexões e flexões, para a força (aumento do peito e do coração) da alma.
Pausa na escrita!
Procura teus livros, menina...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

De amor e poesia


"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer."
Talvez seja de Lispector (?)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Os mesmos

Casal na praia, e de repente a amiga dele aparece do nada. Beijos abraços e muito papo colocado em dia, e ela ali sentada e excluída da conversa. Em outros tempos ela com certeza levaria na boa, afinal era só uma amiga, mas se viu bufando durante o longo minuto passado. Sentiu raiva de si mesma, odiava ela sentir ciúmes, mas tava ali na cara o sentimento exposto, talvez aumentado pelo comentário (cara de sorte com duas e eu sem nenhuma do homem ao lado, se fosse eu já tinha me arretado completou a mulher ao lado do homem ao lado) comentário maldoso bem verdade. Fingia não dar atenção, mas deu, claro.
Apesar do ciúme em fúria conseguiu alto-controle e se manteve no salto alto sem mais nem menos, afinal a principio era só uma amiga, nada comentou sobre a garota, apenas ouviu as explicações do amado quanto à garota que já havia ido, elegante e calma sorriu e mudou de assunto.
Em casa e sozinha parou para refletir: se ele não tinha sido até agora o carinha mais apaixonante que parava ao lado dela por que existiam tantos ciúmes? Contabilizando era a terceira vez em menos de dois meses que o sentimento aflorava. Talvez estaria ela gostando mais do que aparentava gostar. Mas gostar para ela nunca foi sinônimo de sentir ciúmes.
Ou estaria ela aprendendo com os erros do passado a valorizar mais e mais a pessoa ao lado. Mas valorizar para ela também não é sentir ciúmes.
Talvez sentira-se ameaçada pela nobre amiga que há tanto ele não via, ou talvez fosse a sua intuição lhe mandando um aviso prévio.
A semana passou e o fim de semana vindouro chegou. E pela primeira vez em semanas seu telefone não tocou.
E muitos ainda duvidam da intuição feminina!
Confusamente a segunda chegou, o reencontro aconteceu, pergunta nenhuma, cobrança (dela) zero, olhar cativante, carinho provocante. E ainda eram os mesmos.
E agora, devemos duvidar da intuição feminina?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Preto ou branco?


Não! Nunca fui supersticiosa, nenhum problema com gatos pretos, escadas, e espelhos (aliás, quebrei dois essa semana, quantos anos mesmo de azar?). Além da falta de superstição nunca me liguei em significado de nome, cor, flor, talvez seja trauma por possuir um nome montagem que o único significado que teve na vida foi persistência e sorte, o primeiro devido ao fato dos dois fetos anteriores a mim abrigado no ventre da mama terem sido chamados de thially até a descoberta triste da ausência do xx, e o segundo devido a uma ligação não feita na hora do segundo filho por problemas de saúde do mesmo, fora isso nem o Google mestre dos magos dos problemas cotidianos conseguiu atribuir um significado qualquer que fosse. Mas lembrando de um amigo que adora significados e superstições decidi estudar meu caso de ausência de postagem aguda, pós refletir sobre o fato!
Aos leitores mais chegados e reclamões basta a lembrança de um blog negro que eu tinha, o qual era atualizado quase que sempre, mas bastou jogar a luz do branco e toda a imaginação oriunda do meu pequenino cérebro sumiu. Sim, sumiu! Ausência total de idéias. E nada melhor do que culpar o branco, afinal se a culpa não é minha tem que ser de alguém.
Então fui pra net, ou melhor, pro Google, e não era que minha intuição feminina (essa não falha) tava certa!
De cara foi:
Para o branco – 1) facilita o contato com os guias espirituais e com os ancestrais ( ah tá, isso explica por que eu deixei de me comunicar (blogueiramente falando) com os vivos), segue: 2)alivia a sensação de desespero e de choque emocional, ajuda a limpar e aclarar as emoções, os pensamentos e o espírito.(me diga mesmo o que uma pessoa zen vai ficar “reclamando” num blog? E essa coisa de limpar pensamento é bem verdade, confesso!) 3) Demasiado branco, quando não é necessário, pode dar a sensação de solidão e frio, porque o alvo nos separa das outras pessoas (Putz, odeio o branco!).
Cansada de me desanimar com o branco e fazendo minha hipótese virar teoria fui cutucar na história do preto!
E de cara vi: 1) transmite introspecção, favorece a auto-análise e permite um aprofundamento do indivíduo no seu processo existencial (opa! Sorriso nos lábios apareceu). Só por essa frase já mudei o tom do blog.
Não querendo ser supersticiosa, mas já sendo, mudei a cor do blog, só para ver se esse negócio dar certo, e se minha teoria de cores e “escritores” confere. Mas no fundo acho mesmo que isso não faz o maior sentido.
Fontes: psicodinâmicas das cores em comunicação - M. Farina. Google e as cores.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Recomendo

MANIA DE EXPLICAÇÃO
Era uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada coisa. Explicação é uma frase que se acha mais importante do que a palavra. As pessoas até se irritavam, irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito, com aquela menina explicando o tempo todo o que a população inteira já sabia. Quando ela se dava conta, todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lá, explicando, sozinha. Solidão é uma ilha com saudade de barco. Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue. Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo. Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer "eu deixo" é pouco. Pouco é menos da metade. Muito é quando os dedos da mão não são suficientes. Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua cabeça. Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego. Agonia é quando o maestro de você se perde completamente. Preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair de seu pensamento. Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa. Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára. Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido. Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista. Renúncia é um não que não queria ser ele. Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe. Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente. Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora. Orgulho é uma guarita entre você e o da frente. Ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja. Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente. Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento. Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado. Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes. Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração. Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é fevereiro. Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma. Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros. Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho. Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia. Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia. Perdão é quando o Natal acontece em maio, por exemplo. Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo. Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa. Desatino é um desataque de prudência. Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo. Lucidez é um acesso de loucura ao contrário. Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato. Emoção é um tango que ainda não foi feito. Ainda é quando a vontade está no meio do caminho. Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele. Desejo é uma boca com sede. Paixão é quando apesar da placa "perigo" o desejo vai e entra. Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina.

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Texto Adriana Falcão