Autor desconhecido (pelo menos pra mim)
domingo, 4 de março de 2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Be-a-Bá
Nada conservar melhor um relacionamento do que uma boa conversa.
Poder conversar de tudo e sobre tudo impossibilita qualquer pontinha de coisa ruim que possa vir a aparecer durante o caminho, preenche o vazio da cabeça, e faz com que essa não gire em torno de suas próprias ideias, por vezes (na maioria) boba! Um bom be-a-bá entrelaça pessoas na maratona da vida que é se relacionar. Conversar é apoio, esclarecimento, solidez. É dar ao parceiro a parceria necessária, o entendimento das dúvidas, o caminho da decisão. Conversas constroem amigos, e amantes antes de tudo precisam da fidelidade e lealdade de uma amizade, da mesa com dois copos de cervejas e risos, ou até mesmo o franzir da testa num momento de não concordância.
Amar é acima de tudo possibilitar o questionamento. O silêncio é incomodativo, se não existe dor de cabeça, um barulhinho se quer muda toda a concepção do dia, provoca euforia, faz correr adrenalina. Adrenalina essa necessária para estabilizar a sobrecarga da vida, o descompasso da estrada. E no terminar da frase com um ponto final e um olhar interrogativo ou exclamativo, haverá a convicção de que a linha necessária para manter perto mente, coração e ouvido, vai estar ali, afiada e alinhada.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Medo?
Síndrome, palavra que entre muitos significados tem o de indício, indício de que muita coisa não estar indo bem, e estas ainda estão um pouco clara, ou omitidas na correria do dia-a-dia. Pânico, palavra que sem precisar de significados já expressa o abalo.
Ao longo de 4 meses, sem dúvidas, foi e será a situação mais estranha já vivida,resumida em duas palavras, falta de controle.
No início a descoberta, o alívio e o não acreditar. No meio a certeza de que tudo estar indo bem, mesmo sem estar. Recaídas, estas são ainda mais assustadoras no entrelaçar de toda uma situação. Recair significar ceder, estar perdendo. Perder amedronta. Medo retorna ao início de tudo, início é sentir novamente.
Tratamento, é terapêutica, é se autoclinicar e remediar tudo, é procurar o controle que não existe, é montar metodologias para seguir a caminhada, é a luz no fim do túnel e a certeza de que tudo passa. É bom humor no meio de situações inusitadas e não vividas, é medo-piada, é fortalecer a base e seguir correndo, por que quem para cai, e cair não é recomendável.
Remédio, é necessário. É diminuição de sintomas fortes, é base para a (re)construção de um novo indivíduo, medroso, mas sensato.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
0,25mg
Nutre
É feito dar energia para o corpo que o amor nos nutre, amor dos bons, de perna bamba e serenata. Amor antigo, amor amigo, que embala, que tonteia.
Ora Maria logo você, morena faceira, daquela que num planta o pé num lugar certo, num amarra a rede e nem sossega o facho. Logo você encantada por José, carinhosamente chamado de Zé. Maria seguiu suspirando amor e brotando elogios pelas terras quentes de sua jornada. Mas tu Maria que tantos problemas tens agora só sussurra Zé ?! O que Zé tem que te desassossega tanto?
Zé é mistura de coisa boa, é manteiga no pão quentinho, é fogueira no frio, Zé tanto erra, mas é benevolente, é estrada pra ser seguida, exemplo pra ser contado. Com tantos defeitos que amá-lo é bom. É vontade de ter filho de tuia e de cheiro no cangote pra arrepiar.
Zé é árvore frondosa de frutos bons e flores belas, é ser livre na chuva, é beijo demorado.
Zé é 0,25 mg tomado em dose dupla pra dormir o sono dos bons.
Zé é acordar no outro dia e ter a página em branco.
Zé é o sussurro de Maria que não é de prazer, mas é de pesares, era a perda do bom que nunca foi.
Era mais um dia de 0,25 pra acalmar o facho.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Espera
Apesar de não querer reclamar de barriga cheia, ela tava se queixando sim da falta de sorte que insistia em teimar que tinha.
Claro que sua maré de azar não era completa, porém todos os seus patuás não a deixavam imune ao tanto que ela precisava.
Era daquelas que num conjunto de mil pessoas molegando algo ele quebraria sim na sua mão. E ela colocaria cara de culpa, antes mesmo que alguém a culpasse.
Se empenhava ao máximo para deixar longe de si tais influencias pesadas, mas parecia imã que mesmo sem querer atrai.
Não entendia já que fazia parte do lado de bem, que se empenha pelo que ou quem gosta, mas também não reclamava. Às vezes até balançava pelas pancadas que levava, mas logo se punha de pé, forte como tinha que ser.
O ruim nisso tudo era o desapontamento, nas coisas e pessoas. E para tal difícil era repor credibilidade.
Acreditar que tempos melhores virão era sua repetição quase que diária. Sabia que merecia coisas boas. Que mesmo sendo dona de graves erros, nenhum deles abalariam seu merecimento. Até porque tão cedo começou sua história de luta. Mesmo sendo sempre taxada de mimada, por traz da carinha doce de menina existia uma vida que não se enquadrava no padrão de mimo da natureza humana. Mas claro, preferia ficar com seus fantasmas (alguns) só para si.
E nas horas que o peso era demais o corpo reagia. A excitação se tornava enorme a energia tamanhamente inacreditável, não cansava, não parava, nem o corpo nem a mente. A angustia existente a maltratava assim, parecia querer se mostrar presente por horas a fio.
Fechou os olhos e pensou na frase que há alguns dias lhe acompanhava, era de um filme que gosta. Repetiu baixinho: a vida é sobre o quanto você consegue apanhar e continuar seguindo em frente. Quanto você pode tomar e continuar avançando. É como a vitória é feita.
Esboçou um sorriso e foi descansar o corpo (talvez conseguisse).
Aguardaria sabiamente a sua vez.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Tentativas em vão
Sabia que tinha uma missão difícil, para muitas quase impossível, agradar quem não se permitia ser agradado, nem agradável.
Tentou, usou aquilo como fonte de inspiração para diversas mudanças, muitas delas criticadas pelo próprio bicho-papão, ou bobão, quem sabe.
Começou mudando o jeito, pelo menos de como era com ele, uma vez sabe-se lá por que não conseguia 100% de naturalidade. Diminuiu o cabelo, abriu o sorriso, soltou palavras, fez cara de braba (embora não fosse), subiu no salto (permaneceu nele), malhou, aumento o diâmetro da perna, enrijeceu os músculos, estudou gramática, copiou mil vezes palavras que errava, decorou nome de música, cantou, amadureceu, torno-se muito mais feminina, seduziu (?).
Contudo ainda percebeu que para o moço era pouco, talvez por que não permitiu usar roupas bregas que parecia agradar-lhe, nem fez o papel cuido da inteligência e esqueço da aparência (pois homem quer conteúdo).
Riu! Tornou a rir! Por fim desistiu e saiu.
Foi dançar por aí e seduzir quem realmente queria ser seduzido. Gostou! E percebeu que não eram poucos.
Assinar:
Postagens (Atom)





