sábado, 29 de junho de 2013

Um presente


O que nos faz comprar um presente?

Talvez a vontade de ser lembrada de alguma forma.


Em meio a um estado de urgência colocou-se a procurar algo para presentear, tarefa difícil por não saber o que queria.  

Não tardou a botar os olhos em algo infinitamente especial, seu santinho de devoção, tão infinitamente procurado e nunca achado, tão belo, quanta perfeição em alguns poucos centímetros. O carinho pelo achado era tanto que virou apego.

O Santo dos trabalhadores, que segura não somente o menino Jesus, mas Lírios brancos (as preferidas) e isso era o que mais encantava, Ele segurava suas flores preferidas, era como se as ofertassem tal qual um gesto de carinho. O significado que o rodeava intensamente lindo: pureza e família.  

O presente, como suspeitara, nunca foi entregue e talvez nunca será!

Mas todos os dias embalava o sono em suas mãos, após oração e pedido de proteção e sem nunca esquecer o mesmo agradecimento que fez no dia em que olhou para ele.

-Obrigada, Santo querido, por atender um pedido e colocar um amigo no seu lugar merecido, e principalmente por ter tirado de junto do perigo que a mim tanto angustiava.

Faça por mim o que eu não posso: ilumine, governe, preteja, siga-o sempre. Amém!

Detalhes


Engraçado como quando em vida nos esquecemos de ressaltar com elogios pequenos detalhes que nos agradam em pessoas tidas como especial. Com o passar dos anos e com a ausência (pelo fim da vida ou não) fica a falta por não termos falado. Tantos bobos detalhes que passam despercebidos, mas que são eles que nos encantam.

Hoje tento de tal forma não passar em vida sem detalhar gestos, sei que ainda muito devo, mas um dia tentarei pagar a divida.

Relato sempre minhas três meninas, em ordem de idade: pela perseverança e liderança, pela doçura do olhar charmoso de Ju e pela alegria do sorriso de Dinda.

Ressalvo a importância no destacar com elogio pequenos detalhes, e que isso se torne rotina.

Em mente e coração tenho guardado pequenas lembranças que pela distância existente  tornaram-se difusas, e que talvez seja essa dissolução o desejo de ambos (ou um).

Contudo lembro com carinho da doçura das palavras e do brilho nos olhos, e de como ambos foram importantes.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

domingo, 23 de junho de 2013

Das decepções


Incrível perceber como algumas pessoas entram na nossa vida de forma tão intensa, colocando-nos a acreditar na nossa parcela (inexistente) de especialidade. Palavras e atitudes iniciais tão imensamente boas, mas sem uma conotação verídica quando analisadas mais friamente.
Com a mesma intensidade com que entram, fazem a partida, deixando para trás o que chamavam de amizade e especialidade, sem mostrar preocupação maior com o sentimento que fizeram nascer, talvez, por nunca ter realmente se importando com isso.
Fica o alerta para pessoas que não se importam muito em passar pela vida de alguém sem se preocupar com a marca que vão deixar. Analise bem se a pessoa em questão será ou não merecedora de tal atitude, que na grande maioria das vezes não.
E  estão ali unicamente pelo sentimento nutrido e pelo carinho surgido.
Infelizmente há isso, passamos por pessoas na vida que conseguem o atributo de uma das mais fortes palavras dentro de um dicionário: decepção.
T.H

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Psicologia infantil

  Com algumas palavras boas a gente corta o choro e solta o sorriso.

- eu queria morar aqui (cara e voz de choro)
- e eu queria ter um macaco. Imagina um macaco morando aqui em casa, dormindo aqui comigo. Tu achas que dá certo?
- Não (com Risos)
- Ta vendo, nem tudo que a gente quer, a gente pode! Como eu não posso ter um macaco eu imagino o macaco, e sonho com ele Tb, assim ele fica sempre perto de mim.
(risos de ambas).

T.H