Um olhar e muitas afinidades detalhadas em um único encontro. Era sim um amor natimorto, igual feto que morre no útero sem poder desfilar sua beleza, morreu antes mesmo de nascer. Tão inexplicável acontecimento, talvez acaso, ou destino ou falta de sorte quem sabe. Um, dois, três dias passaram até que chegaram os meses, reencontro sutil, mais para dar uma explicação, um suspiro e um lamento de ambas as partes. O que causou a morte prematura de um sentimento aparentemente bonito pela reciprocidade foi entendido e perdoado. Seguiram então conversas, brincadeiras, ternuras e desabafos. Um ausente presente. E como tudo que chega forte causa mudanças, com eles não poderia ser diferente. Revirou os olhos, contorceu o corpo, virou do avesso, entendeu que existia um antes e um depois. E aquele momento que a priori lhe pareceu triste, revelou que antes de morrer plantou semente e o fruto viria a partir de agora (sabia ela) muito doce.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
Blá
- Num é de uma banda de forró?
- É!
- Prefiro quando ele diz: não choro por quem me deixa e não abandono quem me quer.
- Pois eu quero que sofra.
- Aff! Que papo mulher desiludida (risos). Já já começa a falar que eles não prestam e que são tudo igual. Nojinho desse papo chato.
- Acho que tou, não quero mais gostar de ninguém.
- Pois eu quero e de muitos.
-Tu não conta. Tens um jeito macho de ser...
- E tou errada? Papo de mulher desiludida é muito foda. No final ela de tanto pegar se apega do mesmo jeito.
- Será?
- Aposto! Pode mentir, mas...
- Mulher é um bicho besta mesmo.
- É por isso que eu digo: ame todos.
- É!
- Prefiro quando ele diz: não choro por quem me deixa e não abandono quem me quer.
- Pois eu quero que sofra.
- Aff! Que papo mulher desiludida (risos). Já já começa a falar que eles não prestam e que são tudo igual. Nojinho desse papo chato.
- Acho que tou, não quero mais gostar de ninguém.
- Pois eu quero e de muitos.
-Tu não conta. Tens um jeito macho de ser...
- E tou errada? Papo de mulher desiludida é muito foda. No final ela de tanto pegar se apega do mesmo jeito.
- Será?
- Aposto! Pode mentir, mas...
- Mulher é um bicho besta mesmo.
- É por isso que eu digo: ame todos.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Apenas mais uma de amor
Desde a adolescência ela dizia ter o que chamava de compulsividade por amar, explicando melhor, a mocinha se apaixonava mais fácil do que qualquer princesa das histórias infantis. Só que entrelaçado ao fácil coração, existia um Q de “cafajeste” no “olhar” da pobre mocinha. E ela usava sabiamente e juntamente com todas as outras letras do alfabeto esse Q a mais. Não era galinhagem nem desapego pelo amado da vez. Respeitava a fidelidade e principalmente a lealdade. Mas conseguia ela compactar cada ser apaixonante em um espaço no seu coração de mãe, mãezona, e um de forma alguma invadia o lugar do outro. Cada qual com suas qualidades atribuídas por ela.
Real que era cultivava suas duas ou no máximo três horas de bode pelo relacionamento não engrenado, mas enxugava as lágrimas, quando tinha, lembrando do novo affair. Que não necessariamente precisava ser novo. E já ia até ele com jeitinho meigo de quem quer colinho.
Com isso claro, a mocinha viveu estórias hilárias, situações de risco, encrenca da grossa, amores bacana e desapegos muito.
Não era fácil administrar tanta gente apaixonante, e pior ainda descartá-los de vez.
Como tudo, tinha lá seu lado bom e ruim, que não deve e nem precisa de explicação.
Mas a mocinha, que caminhava na leveza do seu coração carregado, levava consigo o fato de que amar é se libertar e que as pessoas são realmente apaixonantes, cada um com uma peça impar para completar o jogo: da vida, do amor, ou ego, sabe-se lá.
E ela, não poderia jamais reclamar de não ter se divertido.
sábado, 23 de outubro de 2010
Efeito dos defeitos
- [...]Ele ronca?
- Mas ele é tão lindo que eu nem me importo tanto.
- Por enquanto...
Mexido e remexido, pronto chegou ao fim. Não dá mais, não tem mais jeito. É assim que encurta-se a dissertação de um cansativo relacionamento, com uma frase e algumas negativas que bastam pra expressar o sentimento. O engraçado é notar o quanto o tolerável vira intolerável aos olhos de ambos. Dois seres, ao deixarem o embolado dos lençóis, notam que pequenos defeitos e atitudes viram monstros assustadores e sem chances de serem derrotados. E parece que aqueles dias, meses e até anos de tolerância viram munição para uma guerra declarada: a de entender que você não é mais considerada uma pessoa legal.
Ué, mas... e nossas conversas e brincadeiras (amizade) pra onde foram? Pergunta uma das partes (ou ambas, sei lá).
Provavelmente virou pólvora para montar a bala que lhe atingirá o peito, (bem no meio) pra que não restem dúvidas que você não deve mais estar ali. Morreu, xô, cai fora.
domingo, 3 de outubro de 2010
Te protege
Há quem não acredite, mas olho gordo é algo que atrapalha e muito a vida de um pobre mortal. Ambientes carregados fazem com que pessoas tenham não apenas o semblante apagado. Atinge a saúde, atinge o humor, atinge o físico.
Foi assim que ela narrou o que sentiu nesses poucos meses que passou junto de pessoas de pouca luz. Não notou que metade do que tava lhe acontecendo pudesse ter relação a pessoas que por algum motivo tem inveja ou desejam mal. É difícil notar quando você não exerce a prática.
Ao perceber que metade das mazelas vividas, principalmente em relação à saúde não tinha explicação lógica, passou a reparar mais as pessoas que lhe cercavam. Era um olhar, uma palavra ou qualquer coisa que pudesse revelar o que procurava entender. Percebeu o que queria. Não tardou começou a tomar providencias, de cara o resolvido foi o afastamento. Não que não quisesse ou precisasse estar onde estava. Mas a carga era maior que o lucro. E no fim o que chegava às suas mãos vinha tão pesado que ia embora sem ser notado.
Sem precisar se pronunciar o afastamento foi feito, de forma covarde como era o esperado, mas quem vibrou por achar que estava lhe fazendo mal, não sabia o bem que lhe dava.
E na manhã seguinte amanheceu muito mais leve.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
De/para
Caro Anônimo, embora você se esconda, de forma proposital ou não, por trás de um pseudônimo que aguça minha curiosidade, fico feliz com sua presença aqui. A qual me surpreende quando vejo as estatísticas do blog. Costumo chamá-los de: o que pouco fala e muito vê.
Acho engraçado ser lida e relida por pessoas que nem sabia que existia (e vise-versa), e confesso que me surpreendo em saber que meia dúzia de palavras para afastar a solidão e treinar o péssimo português que tenho desperte interesse de outros que gastam um minutinho do seu tempo comigo.
Enfim, sejam bem vindos. Mas desculpas pela falta de jeito com as letras, é que deixei para trás o sonho de ser escritora ao 6 anos e não me lembro qual foi o trauma.
Ps.: gosto muito de ler comentários, e quem escreveu o último e disse que está sempre por aqui, fica escrito o meu volte sempre.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Com ou sem fio
- Oi!
- Oi! Vc ligando?
-É, deu vontade.
-Mas você sempre disse que não gosta de telefone.
-Disse e repito não gosto mesmo, e como sei que sou chata quando estou nele, evito.
-Então pq ligou?
-Saudades, acho que tenho que mudar esse meu jeito de não procurar as pessoas.
-Poxa que bom. É um bom começo.
-É, e se a gente não procura, acho que termina parecendo que não ligamos, sei lá. Mesmo que não seja verdade. Eu mesma não consigo ficar amiga dessa forma de contato
-Mas é sempre bom falar assim, a voz é uma boa maneira de se expressar, ela comanda.
- É concordo, por isso não ligo tanto. A minha sempre tá chata ao telefone, mas não é com a pessoa, entende? Fico irritada, não escuto direito, e termino não evitando o modo de falar, por vezes nem noto aff.
- Já notei esse seu problema!
- E liga?
-Às vezes. Fica parecendo que não gosta de falar comigo.
-É eu sei. Venho aprendendo com os erros. Já levei nome de fria, desinteressada e etc por causa disso.
-Também não é pra tanto.
- Ah, eu acho que é. Mas não adianta, criticar e não ajudar. Se eu não ligo e o outro não liga, quando vir viram dois turrões. Mas confesso que tenho sentido vontade de fazer isso. Sinto falta do companheirismo, troca de idéias e tal.
-Então ligue sempre, bom ouvir vc. E assim vc perde esse se medo do telefone.
-É (risos) talvez seja bom. Bom também é trocar erros por acertos agora que a estória começa, mesmo que seja outra estória.
- Sempre bom aprender e levar pro bem. Enriquece...
- É pelo menos telefone eu descobri que não morde. Não com tanta força...
- Oi! Vc ligando?
-É, deu vontade.
-Mas você sempre disse que não gosta de telefone.
-Disse e repito não gosto mesmo, e como sei que sou chata quando estou nele, evito.
-Então pq ligou?
-Saudades, acho que tenho que mudar esse meu jeito de não procurar as pessoas.
-Poxa que bom. É um bom começo.
-É, e se a gente não procura, acho que termina parecendo que não ligamos, sei lá. Mesmo que não seja verdade. Eu mesma não consigo ficar amiga dessa forma de contato
-Mas é sempre bom falar assim, a voz é uma boa maneira de se expressar, ela comanda.
- É concordo, por isso não ligo tanto. A minha sempre tá chata ao telefone, mas não é com a pessoa, entende? Fico irritada, não escuto direito, e termino não evitando o modo de falar, por vezes nem noto aff.
- Já notei esse seu problema!
- E liga?
-Às vezes. Fica parecendo que não gosta de falar comigo.
-É eu sei. Venho aprendendo com os erros. Já levei nome de fria, desinteressada e etc por causa disso.
-Também não é pra tanto.
- Ah, eu acho que é. Mas não adianta, criticar e não ajudar. Se eu não ligo e o outro não liga, quando vir viram dois turrões. Mas confesso que tenho sentido vontade de fazer isso. Sinto falta do companheirismo, troca de idéias e tal.
-Então ligue sempre, bom ouvir vc. E assim vc perde esse se medo do telefone.
-É (risos) talvez seja bom. Bom também é trocar erros por acertos agora que a estória começa, mesmo que seja outra estória.
- Sempre bom aprender e levar pro bem. Enriquece...
- É pelo menos telefone eu descobri que não morde. Não com tanta força...
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