sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Bons exemplos

É São José com o menino Jesus, ele é o seu pai, e contou sua história... Não é lindo? Obteve um sorriso em concordância. Pegou o livro de orações, abriu a página ao acaso, orou, colocou a imagem ao seu lado como de costume e adormeceu.
No na noite do dia seguinte ao entrar no quarto se deparou com ela ajoelhada diante do São José e orando, colocou ao lado da cama deitou e adormeceu, tal qual fazia a tia.
Não pode deixar de pensar: são nos pequenos e despercebidos detalhes que a gente educa para o bem.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Ainda presa nela!


O dia amanheceu nublado no céu e na alma, coração disparado, falta de fôlego, choro preso, vontade e muita de ficar só.
Tanto tempo sem sintomas tão fortes, sem o reflexo do medo.
Refém do próprio vazio. Vítima da própria ânsia.
Almejante a cada dia, durante anos, não da cura, mas do convívio ameno, mas perdedora muitas vezes.
É assim o passar dos dias de quem tem crises de ansiedade, quando se pensa no fim há um recomeço.   

terça-feira, 13 de agosto de 2013

domingo, 11 de agosto de 2013

Alquimia


Verdade, nunca gostou de cozinhar! Comer até então era um dos seus afãs cotidianos em outrora, vítima da infância de birra por falta de apetite e de posterior doença estomacal quase fatal que lhe colocou em dieta restrita por um ano, mas o destino colocou na sua vida profissional os alimentos, como uma ironia bem-vinda. Saber cozinhar ainda não sabia, mas gostava de receitas, tal qual alquimia, onde a mágica é unir visão, paladar e principalmente saúde. Dietas proteicas, hipocalóricas, restritas e sobre tudo deliciosas. Gostou do que viu e de como uniu, e o que era trauma de outrora virara o prazer do agora, nas suas madrugadas a fora. 
 
Quem sabe dica a diante!  

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Trilha sonora para vida

 
Sempre gostou da música, apesar de sertaneja, mas nunca imaginou ser trilha sonora da própria vida. Tanto tempo sem ouvir até acordar com ela em mente, segue o trechinho lembrado:

A gente quando não se assume
Fica chorando sem carinho...


O tempo passou e eu sofri calado
Não deu prá tirar ela do pensamento
Eu ia dizer que estava apaixonado
Recebi o convite do seu casamento
Com letras douradas num papel bonito
Chorei de emoção quando acabei de ler...


Num cantinho rabiscado no verso
Ela disse:
"Meu amor eu confesso estou casando
Mas o grande amor da minha vida é você"...

Bem assim que a vida segue, quando a gente não tem coragem de assumir o que o coração fala.







sábado, 3 de agosto de 2013

Coragem para ser feliz!

Ana casou cedo, e logo teve um, dois e três filhos. Todos achavam estranho, pois ela passou de rebelde sem causa para mãe, do lar e religiosa. Ana era o tipo de pessoa que na roda de amigo a aposta é que ela seria a última a fazer tudo.
Anos se passaram e Ana aparentemente era feliz e estava bem, na vida pacata e simples que escolheu. Um belo dia chegou a notícia que ela se separara, e que estava com outro alguém, por sua vez, mais novo que ela. Ana, claro, virou alvo das más línguas, onde o “sistema” padroniza tudo e que o correto não é ser feliz, mas viver dentro dos padrões sociais.
-Ora, Ana, caso você não saiba casamento é para sempre, e como você pode estar trocando um homem por um cara que não tem nem a assinatura do primeiro emprego! Retruncou o moralismo.
O que ninguém perguntou foi como Ana chegara até ali.
Pois bem, breve história de Ana:
Casou-se cedo pois queria sair de casa, claro que estava apaixonada, a vida proporcionou tudo de bom, bom marido, bons filhos, boa vida, com altos e baixos e todas as dificuldades de quem é jovem e constrói uma vida.
Mas no meio da sua jornada, Ana se deparou com o amor, que talvez nem conhecera ainda, e teve a coragem de fazer o que poucos fazem quando assumem responsabilidades jovens, assumiu para si e para o mundo que valorizava e queria sua felicidade. Que não, não estava contente com que o sistema impõem.
Caso que muitos vivem, mas preferem engolir a felicidade, virar as coisa para o amor (talvez o maior sentido, a ponto de abalar sua estrutura), nem tão feliz, mas mostrando estar de acordo com que o social convém.
Parabéns para você, Ana.

Coração

Ah, coração. Tem dia que a saudade dobra, e mesmo tendo um dia agitado, nos minutinhos de paz você tanto e quanto aperta e a vontade vem. Vontade de saber como e onde estar, de procurar os sinais do tempo, de uma simples conversa. Vontade de poder voltar no tempo, e não querer mudar tudo, mas aproveitar bem mais.

Ah, coração. Se a gente acreditasse no que você diz sobre o futuro, talvez nos quebrasse menos. Mas como acreditar na possibilidade de ser triste quando se está feliz?

Ah, coração. Viver a saudade mesmo que cheia de dor, nos transporta para uma realidade que um dia foi nossa, mesmo esta estando ficando para trás. E só isso coração, nos faz ter a coragem de viver tudo de novo.